Sugestão de pauta

Tempos modernos - Avós assumem educação dos netos

Já se foi o tempo em que os avós se dedicavam exclusivamente a mimar os netos. Hoje em dia, com a vida cada vez mais corrida, muitos pais encontram nos próprios pais o apoio para cumprir os afazeres do dia. As escolas já perceberam esta mudança. Boa parte dos familiares que levam e buscam as crianças ou que participam das reuniões de pais são, na verdade, avós. São eles também que muitas vezes ajudam os filhos no pagamento das mensalidades escolares. Tudo isto faz com que as instituições de ensino vejam os avós com outros olhos. Mais do que nunca, eles também são clientes.

Segundo Angelina Brandão, diretora da Prima Escola Montessori de São Paulo, na zona sul, o avô hoje é um formador de opinião. Ele participa ativamente da programação da escola, está presente no período de adaptação do neto e leva todas as suas impressões pra casa. “Os avós têm que aprovar a escola, senão é o primeiro a minar esta relação com o pai”, comenta Angelina.

A presença dos avós na Prima Escola é tamanha, que eles ganharam um dia só deles, 6 de maio. Nesta data, a escola organiza um Chá e promove atividades artísticas para serem desenvolvidas juntamente com os netos. De acordo com Angelina, os avôs também são lembrados no dia a dia escolar. “Fazemos questão de valorizar a experiência de vida deles e a contribuição que podem trazer para o grupo”, comenta. Por isto, muitas tarefas escolares envolvem as crianças na pesquisa sobre detalhes da infância de seus avós - brinquedos que mais gostavam, quais eram as brincadeiras de rua, o tipo de roupa e as músicas.

Na Escola Estilo de Aprender, no Alto da Lapa, muitas vezes são os próprios avós que visitam a escola e matriculam seus netos. Nas festas, eles estão sempre presentes e, se deixar, nas reuniões de pais também. “Faço questão de ligar para os pais e pedir para que eles próprios venham, só em último caso concordamos que os avós participem”, conta Marcelo Cunha Bueno, diretor pedagógico da escola. “Pai e mãe não podem abrir mão da educação do filho. Entendemos que as pessoas têm cada vez menos tempo, mas esta é uma responsabilidade que não pode ser terceirizada”, afirma.



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